Neste sábado, dia 19 de dezembro, às 19h, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos recebe "Sons de Natal" com o Coral Madrigal Cantarte, Regência Emerson Tineo.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Largo do Rosário cheio de atividades para toda a família
Neste fim de semana o Largo do Rosário da Penha estará com várias atividades, e a Comissão estará participando com nossa tradicional Comunidade Roda de Samba do Largo do Rosário.
Fiquem atentos aos horários:
A partir das 10h:
Seu abrigo, nosso abraço III, evento de troca de roupas, acessórios, brinquedos e livros, além de atividades de meditação, músicas e brincadeiras.
Às 15h:
Apresentação do Grupo Batekerê, que apresenta o espetáculo de dança "Girar” que é a encruzilhada entre memória e presente, sagrado e profano. O espetáculo apresenta o encontro da capoeira com o samba de roda, o tambor de crioula e o jongo como expressões de resistência poética e política.
A atividade faz parte da 1ª Jornada dos Patrimônios promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e Departamento do Patrimônio Histórico - DPH.
Programação completa: http://jornadadopatrimonio.com.br/
E das 16h às 20h:
Comunidade Roda de Samba do Largo do Rosário que convida amigos do Grupo "Negro 10"
Atividade organizada pela Comissão da Igreja do Rosário
Estão todos convidados! participem!
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Nossa luta é nossa festa: o corpo negro como resistência na cidade de São Paulo no passado e presente
No dia 09 de Novembro, o Centro de Documentação e Memória da UNESP promoveu o debate ancorado na pesquisa de Antonia Quintão: Irmandades Negras: Outro Espaço de Luta e Resistência (São Paulo 1870-1890). O debate contou com a presença da Profª. Dra Antonia Quintão, Zumira Gomes Leite (presidenta da Irmandade de Nossa Senhora Aparecida e São Benedito do Lauzane Paulista) e Maria Selma Casemiro (integrante da comissão da Igreja do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França)
No presente debate, Quintão destacou que a compreensão da historicidade das Irmandades negras deve ser considerada levando em conta o seu contexto histórico e social, os quais se encontram no bojo de uma sociedade escravista, altamente hierarquizada, rígida, racista e violenta, e, diga-se de passagem, como salienta Quintão, trata-se de uma violência com endereço circunscrito aos africanos e afrodescendentes. Os últimos, de acordo com a historiadora, são concebidos pelas autoridades como desclassificados, vadios e perigosos.
Diante de tal contexto permeado de adversidades para o respectivo segmento social - a Irmandade -, de acordo com a historiadora, possuía como objetivo central a busca de dignidade para os africanos e afrodescendentes. Essa busca pode ser visualizada nos compromissos da Irmandade, tais como os que se referiam a morte, aonde percebe-se a valorização da ancestralidade através dos rituais fúnebres e orações para os irmãos, bem como as reuniões das irmandades com o objetivo de cumprir rituais para os irmãos entrarem nos espaços dos ancestrais. Outro aspecto digno de ser sublinhado, apontado por Quintão, é que nas irmandades negras, diferente da dos brancos, as mulheres negras estavam em pé de igualdade com os homens, uma vez que poderiam ocupar cargos elevados na Irmandade, tais como a mesa administrativa.
Além da preocupação com o enterro dos Irmãos, outra ponto vital de tais irmandades, foram os festejos públicos. Eram as festas que propiciavam os recursos para as irmandades e que encantavam e atraíam pessoas para participar da irmandade, inclusive brancos. Contanto, como alertou Quintão, brancos poderiam participar da irmandade dos homens pretos, mas deveriam pagar um valor três vezes maior que o pago pelos pretos. E também não poderiam ocupar cargos de direção e coordenação da Irmandade. As festas dos pretos eram consideradas ilícitas pelo "Catolicismo Oficial", entretanto, ainda que sobre ameaças de represálias, como a excomunhão, a quantidade de pessoas na festa não diminuía. As represálias se dirigiam sobretudo as danças e presença de requebrados nessas danças. Para Quintão, essas danças e festividades da comunidade dos pretos do Rosário, deve ser concebida na chave de resistência.
Em tais facetas a resistência também se apresenta no presente momento a partir da presença desse corpo negro simbolo e ícone de resistência e ancestralidade, como se verifica nas festividades do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França, conforme as falas de Selma e Carlos. Selma Casimiro sublinha que quando teve contato com a festa na Igreja do Rosário dos Homens Pretos conheceu as congadas, os maracatus e decidiu entrar na Pastoral. Selma é devota de São Benedito e sempre guardou café para o santo. Um momento muito importante de sua trajetória e que colaborou para o fortalecimento do seu elo com a comunidade do Rosário da Penha foi quando ela teve contato com as fotos de infância de seu marido, Carlos Casemiro, dentro da igreja do Rosário, na época em que os pais dele eram zeladores da igreja. Tal fotografia fez parte de uma exposição organizada pelo memorialista Hedemir Linguitte.
Desde o contato com a fotografia de seu marido, ainda pequeno na igreja, Selma participa do movimento, lutando com a comunidade pela valorização e divulgação da história da Igreja do Rosário, por meio da criação da festa do Rosário. E há 14 anos essa comunidade tornou-s parte da sua história e da sua família.
Vale ressaltar que essa é a única igreja construída em São
Paulo por escravizados que não foi removida de seu local original, pelas reformas da virada do século XlX, dotadas de caráter higienista e sanitarista, que possuíam ojeriza as práticas e sociabilidades negras.
Cabe destacar que essa Igreja desde 1982 é tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) como patrimônio cultural e reúne atividades comunitárias realizadas pela comunidade do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França, entre elas, destaca-se a festa de junho de coroação dos Reis Negros, a roda de samba que ocorre mensalmente no ultimo sábado do mês e a missa afro sempre no primeiro domingo do mês.
Selma relata que existe um forte processo de identificação das pessoas com a missa afro. No momento aberto ao debate, Carlos Casemiro, tece comentários sobre a organização da festa pela comissão de Festas do Rosário dos Homens Pretos e sobre as dificuldades enfrentadas para a realização da festa, dentre elas, destaca as criticas de diversos setores da igreja católica às festas desenvolvidas pela comunidade. Contanto, Carlos segue confiante nessa luta comunitária afirmando: “Nossa Luta é nossa Festa!!”
Nas entrelinhas dessa afirmação ressoam as poéticas e nuances das várias formas de resistência da comunidade negra ontem e hoje, também expressas no hino do Rosario dos Homens Pretos da Penha de França:
“O sino da Igreja anunciou
O som dos atabaques vem ai...
Sou negro velho, filho de Zumbi
O Rosário dos Homens Pretos
Pode aplaudir”
Marcelo Vitale Teodoro da Silva, Mestrando no Programa de Pós Graduação em Humanidades Direitos e outras Legitimidades (DIVERSITAS: Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos)
Foto: Missa Campal de 2014, autor Patricia Freire
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Mês de Novembro
No mês de Novembro a Comissão do Rosário organizou atividades que envolve a reflexão e a alegria, começamos com a Celebração afro no primeiro domingo do mês.
E ao longo o mês a Comissão estará promovendo outras atividades culturais
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Irmandades Negras: outro espaço de luta e resistência (São Paulo: 1870 - 1890) Debate Cedem/Unesp: 09/11/15 – 2ª feira às 18h30
Irmandades Negras: outro espaço de luta e resistência (São Paulo: 1870 - 1890)
Debate Cedem/Unesp: 09/11/15 – 2ª feira às 18h30
O Cedem, Centro de Documentação e Memória da Unesp, promoverá debate sobre o livro de Antonia Aparecida Quintão: “Irmandades Negras: outro espaço de luta e resistência (São Paulo: 1870 – 1890), 1ª edição – Editoras Annablume e Fapesp, 2002.
A autora discute, a partir de levantamento e análise histórica de documentos, o papel das irmandades religiosas negras no século XIX como espaço de solidariedade, resistência cultural, religiosidade e identidade racial, a despeito das tentativas da classe senhorial e das elites de controlá-las, conformando-as à estrutura da sociedade escravista. A análise sustenta-se na configuração de três seções nucleares - a constituição e organização das irmandades religiosas, o papel destas organizações ante a ingerência do catolicismo tradicional, bem como as mudanças provenientes da implantação do catolicismo ultramontano e a relação entre as irmandades negras e o movimento dos caifazes de Antonio Bento.
Movimentando-se sobre esses pontos, Antonia Quintão disponibiliza ao leitor dados e informações sobre as irmandades religiosas, destacando-as na constelação de organizações sociais do século XIX que imprimiram, direta ou indiretamente, novos rumos à história do negro brasileiro e, por extensão, à dinâmica social.
Expositoras
Antonia Aparecida Quintão: possui graduação em História, mestrado e doutorado em História Social – todos na USP. É pesquisadora no Núcleo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares do Negro Brasileiro da USP. Parecerista da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil da Secional Paulista da OAB, sócia titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, membro do Geledès - Instituto da Mulher Negra, escritora e professora adjunta na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Zulmira Gomes Leite: artista plástica, em 1995 o seu quadro “Zumbilição” foi selecionado pelo MAC – USP para compor o catálogo da Mostra Comemorativa ao Tri-centenário de Zumbi dos Palmares. É graduada na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, cofundadora e presidenta da Irmandade de Nossa Senhora Aparecida e São Benedito do Lauzane Paulista.
Selma Casemiro: começou a participar dos festejos do Rosário como Rainha de Festa de 2005 a 2006, fez parte da Pastoral Afro da Vila Nhocuné por cerca de 5 anos. Participa da entidade Movimento Cultural Penha desde 2009, é integrante da Comissão de Festa do Rosário, grupo que organiza ações culturais voltadas à valorização da Igreja do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França, patrimônio cultural da Penha do século XVIII.
Mediação
Jacy Machado Barletta: graduada em História, especialista em Organização e Métodos de Arquivos, mestre em História e Historiografia da Educação – todos pela USP. Desenvolve trabalhos na área de arquivística, é historiógrafa no Cedem/Unesp.
Participe e convide os amigos!
Inscrições gratuitas - enviar nome completo, e-mail e instituição para:
Sandra Santos (organização e produção), e-mail: ssantos@cedem.unesp.br
Data, horário e local: 09/11/15, 2ª feira às 18h30 - Praça da Sé, 108 – 1º andar (metrô Sé)
Duração: 2h30 – 60 lugares
Certificado de participação: a ser retirado no evento
www.facebook.com/cedemunesp - www.cedem.unesp.br – (11) 3116–1701
Debate Cedem/Unesp: 09/11/15 – 2ª feira às 18h30
O Cedem, Centro de Documentação e Memória da Unesp, promoverá debate sobre o livro de Antonia Aparecida Quintão: “Irmandades Negras: outro espaço de luta e resistência (São Paulo: 1870 – 1890), 1ª edição – Editoras Annablume e Fapesp, 2002.
A autora discute, a partir de levantamento e análise histórica de documentos, o papel das irmandades religiosas negras no século XIX como espaço de solidariedade, resistência cultural, religiosidade e identidade racial, a despeito das tentativas da classe senhorial e das elites de controlá-las, conformando-as à estrutura da sociedade escravista. A análise sustenta-se na configuração de três seções nucleares - a constituição e organização das irmandades religiosas, o papel destas organizações ante a ingerência do catolicismo tradicional, bem como as mudanças provenientes da implantação do catolicismo ultramontano e a relação entre as irmandades negras e o movimento dos caifazes de Antonio Bento.
Movimentando-se sobre esses pontos, Antonia Quintão disponibiliza ao leitor dados e informações sobre as irmandades religiosas, destacando-as na constelação de organizações sociais do século XIX que imprimiram, direta ou indiretamente, novos rumos à história do negro brasileiro e, por extensão, à dinâmica social.
Expositoras
Antonia Aparecida Quintão: possui graduação em História, mestrado e doutorado em História Social – todos na USP. É pesquisadora no Núcleo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares do Negro Brasileiro da USP. Parecerista da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil da Secional Paulista da OAB, sócia titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, membro do Geledès - Instituto da Mulher Negra, escritora e professora adjunta na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Zulmira Gomes Leite: artista plástica, em 1995 o seu quadro “Zumbilição” foi selecionado pelo MAC – USP para compor o catálogo da Mostra Comemorativa ao Tri-centenário de Zumbi dos Palmares. É graduada na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, cofundadora e presidenta da Irmandade de Nossa Senhora Aparecida e São Benedito do Lauzane Paulista.
Selma Casemiro: começou a participar dos festejos do Rosário como Rainha de Festa de 2005 a 2006, fez parte da Pastoral Afro da Vila Nhocuné por cerca de 5 anos. Participa da entidade Movimento Cultural Penha desde 2009, é integrante da Comissão de Festa do Rosário, grupo que organiza ações culturais voltadas à valorização da Igreja do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França, patrimônio cultural da Penha do século XVIII.
Mediação
Jacy Machado Barletta: graduada em História, especialista em Organização e Métodos de Arquivos, mestre em História e Historiografia da Educação – todos pela USP. Desenvolve trabalhos na área de arquivística, é historiógrafa no Cedem/Unesp.
Participe e convide os amigos!
Inscrições gratuitas - enviar nome completo, e-mail e instituição para:
Sandra Santos (organização e produção), e-mail: ssantos@cedem.unesp.br
Data, horário e local: 09/11/15, 2ª feira às 18h30 - Praça da Sé, 108 – 1º andar (metrô Sé)
Duração: 2h30 – 60 lugares
Certificado de participação: a ser retirado no evento
www.facebook.com/cedemunesp - www.cedem.unesp.br – (11) 3116–1701
sábado, 24 de outubro de 2015
Galinhada em prol da 15ª Festa do Rosário dos Homens Pretos da Penha 2016
8/11/2015
(DOMINGO) DAS 13h ÀS 22h
Galinhada e música ao vivo
bebidas à parte
Convite no dia R$ 25,00
Convite antecipado R$ 20,00
Todo recurso levantado será revertido para a organização da
15ª Festa do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França - 2016
Local: A.A.P.M. do Metrô Rua Leópolis, 19
Metrô Vila Matilde
Informações:
2306-3369 – Julio ou Patricia
98119-7251 - Luiz
largodorosario.penha@gmail.com
Parceria:
Luiz “Diamante Negro”
Recanto Quiguiriçá
Aproveite para comprar seu ingresso antecipado durante os eventos:
Comunidade Roda de Samba do Largo do Rosário dia 31/10/2015 das 14h às 18h ou
na Celebração Afro-brasileira do Rosário dia 1º/11/2015 das 10h às 12h.
Local: Largo do Rosário, s/n, Penha de França.
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